Agora venta. O tempo fechou, o vento destrói as ainda pequenas flores. Balança a porta, os papéis que estão em cima da mesa. Tudo começa a voar, protocolos, contratos, papéis de recados, até os post-its grudado no monitor se descolam lentamente. E o livro que leio? Permanece no mesmo lugar. Tiro o braço de cima de suas folhas e elas começam a virar num ritmo frenético. Até que elas param. O post-its grudam, os contratos se acalmam no chão, a porta se fecha, os papéis de recado agora são papéis para a reciclagem. As flores maiores choram pelas menores. E então, volto a ler meu livro. E bem no alto da página leio: "Exu: orixá mensageiro, guardião das encruzilhadas e da entradas das casas. Saudação: Laroyê!; Sexo: masculino; Elemento natural: minério de ferro; Cores das roupas e colares: vermelho e preto; Sincretismo: Diabo.". Será um sinal? Talvez. Um dia eu descubro.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
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